Conheça melhor a história de cada atividade que oferecemos em nossa Escola


A Dança do Ventre

Em cada região, a Dança do Ventre recebeu um nome: no Egito é chamada de "Raqs El Sharq" ou "Raqs Sharqy", e significa "Dança do Oriente" ou "Dança do Leste". Na Grécia é chamada de "Chiftitelli". Na Turquia, de "Rakkase". Na França, é "Dance du Ventre". Em vários países é mais conhecida como "Belly Dance" (ingl). Aqui: Dança do Ventre.

Benefícios da Dança

A prática da Dança do Ventre traz muitos benefícios à sua saúde como um todo. Quem faz dança do ventre pode perceber ao longo do tempo alterações nos músculos, na definição de um corpo mais feminino, flexível, com postura elegante e correta. Quem dança aprende a respirar melhor!

Dançar é um ótimo exercício para ativar a memorização, o senso rítmico e melódico. Educa os ouvidos e acalma o espírito. A bailarina aprende a conhecer seus ritmos internos, a batida de seu coração e o pulsar da vida em equilíbrio dentro de si. A dança aflora as emoções de maneira harmônica e suave.

Estimula a criatividade e a sensibilidade musical.Montar uma coreografia é uma vivência inigualável da imaginação! A bailarina adquire a habilidade preciosa do improviso, o que eleva sua segurança para agir na vida como atua no palco. A dança desenvolve a capacidade de comunicação através do corpo, da expressão facial. A bailarina de dança do ventre aprende a dizer apenas com o olhar que lança às pessoas, provocando-lhes emoções de fascínio e encantamento.

Só quem pratica a Dança do Ventre sabe o quanto ela faz bem!

 

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A Dança Flamenca

O Flamenco emociona e faz bem ao Corpo

Os pés golpeiam o chão, alternando passos vigorosos e sutis. As palmas marcam o compasso e enchem de vida cada movimento. No rosto da bailarina, a dor ou a alegria da guitarra e da voz do "cantaor". A bailarina acelera o ritmo e os músicos a seguem. Num movimento vibrante, ela finaliza a dança. A música cessa. Silêncio no público. Aos poucos, os aplausos começam e vão se intensificando...

Não é preciso entender de Flamenco para se emocionar numa apresentação. Mesmo quem nunca pisou na Espanha fica tocado quando está diante de um bom espetáculo. Expressando sentimentos fortes e, por vezes, quase dramáticos, o Flamenco, além de sensibilizar, faz bem ao corpo.

Quem está querendo aumentar o fôlego e ter pernas bem torneadas pode apostar no Flamenco. Durante as aulas, é possível exercitar principalmente as pernas e as panturrilhas graças ao sapateado, que também enrijece a musculatura anterior das pernas. Os passos fortalecem os músculos das panturrilhas e das coxas, melhorando também a capacidade aeróbica. A postura no dia-a-dia também é aprimorada pela dança. A mobilidade, a agilidade e a consciência corporal ficam mais desenvolvidas, a força e o alongamento são exercícios constantes nos movimentos.

O Flamenco pode contribuir com as pessoas que estão em processo de emagrecimento, pois a dança, além de elevar a autoconfiança, trabalha muito a sensualidade feminina, o vigor e a virilidade dos homens, fazendo com que cada um se sinta mais seguro e de bem consigo mesmo.

Como toda dança, o Flamenco melhora a postura e contribui para a conquista de melhor qualidade de vida. Mas os benefícios da Dança Flamenca estão muito mais na mente e no coração.

Quem se entrega a essa dança definitivamente não é daquelas pessoas que só pensam em ter um aspecto físico "sarado" de praticantes de musculação. O praticante de Flamenco quer ter contato com uma arte viva que desenvolva ritmo e expressão de emoções.

Por isso, essa dança pode ser indicada para as pessoas que sofrem de estresse, que querem algumas horas por semana para se desligar das obrigações diárias.

As batidas fortes no chão durante o sapateado são excelentes para aliviar o estresse. Nas aulas, o aluno aprende mais que passos e coreografias, ele desenvolve a percepção musical, sobretudo o aspecto rítmico da música. Aprende compassos, estruturas de cada ritmo e compreende que ele é parte da música. Uma palma fora do tempo, por exemplo, compromete a qualidade da apresentação. Quando há identificação, o aluno, sem perceber, passa a apreciar e a entender a música, tornando esse estudo extremamente prazeroso.

Democrática e sedutora

Ao contrário de algumas Danças que privilegiam apenas frágeis adolescentes, o Flamenco pode ser praticado por qualquer pessoa. É comum ver mulheres com mais de 30 anos se dedicando às aulas. Como forma de lazer e de atividade física, pode ser praticado por todas as idades e por todos os biotipos. Claro que o resultado é proporcional à condição e às facilidades físicas de cada um. Mas a Dança estimula seus praticantes a desafiar seus limites, com muito treino e dedicação.

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YOGA


Entre os principais benefícios, a prática constante do Yoga:

- diminui o stress e o cansaço
- acalma a mente e tranqüiliza as emoções
- aumenta o nível de energia
- promove mais suprimento de oxigênio para as células, dando mais vitalidade ao corpo
- alonga e dá flexibilidade aos membros
- melhora a respiração e a digestão
- estimula a circulação
- libera energias acumuladas
- tonifica os músculos e o sistema nervoso
- massageia os órgãos internos e os sistemas do corpo
- regula o metabolismo
- harmoniza as secreções glandulares (hormônios)
- queima gorduras
- flexibiliza as juntas
- exercita músculos pouco utilizados
- retarda o processo de envelhecimento
- energização dos chakras

 


YOGA E OS CHAKRAS

Caso você já tenha sido estudante de ioga, ou mesmo praticante da Dança do Ventre, provavelmente ouviu falar sobre os chakras (“rodas”). Os ensinamentos descrevem os chakras como centros de energia sutil localizados em vários pontos do corpo ao longo da coluna vertebral. O equilíbrio desses focos energéticos, sua captação e boa distribuição, garante saúde física, emocional e mental.

O praticante de Hatha Yoga energiza os chakras através de posturas clássicas e do melhor controle da respiração, tendo como objetivo desobstruir os canais energéticos do corpo.

NOME DO CHAKRA
Chakra Lilás:
COROA Sahasrara (mil pétalas)
Topo da Cabeça
Mantra AUM

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA:
Topo da Cabeça;
Glândula Pineal

ÁREA DO CORPO GOVERNADA:
Cérebro superior. Olho direito

FUNÇÃO:
Consciência Cósmica, Eu Superior

ELEMENTO:
Todos

REINO:
O Criador

CRISTAIS:
ametista, sugilita, quartzo branco, diamante herkimer, fluorita, calcita, pirita

 

       

NOME DO CHAKRA:
TERCEIRO OLHO
Chakra Anil:
Ajna (comando).
Cérebro e entre as sobrancelhas
Mantra OM

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA
Centro da Testa; Glândula Pituitária

ÁREA DO CORPO GOVERNADA:
Cérebro inferior. Olho esquerdo, Ouvidos, Nariz, Sistema nervoso

FUNÇÃO:
Intuição, Sabedoria, Visão Espiritual

ELEMENTO:
Luz

REINO:
Arcanjos

CRISTAIS:
sodalita,  lápis lázuli, quartzo azul, cianita, azurita

 

       
chakra azul

NOME DO CHAKRA:
LARÍNGEO
Vishuddha: significa puro
Garganta
Mantra HAM - AZUL CLARO

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA:
Parte Superior do Peito, Garganta; Glândula Tireóide

ÁREA DO CORPO GOVERNADA:
Aparelho brônquico e vocal. Pulmões, Canal alimentar

FUNÇÃO:
Amor Universal, Paz, Comunicação, Falar e Ouvir a Verdade

ELEMENTO:
Éter

REINO:
Ligação com o Mundo da Alma, Anjos

CRISTAIS:
água marinha, amazonita, turquesa, topázio azul

 

       
d

NOME DO CHAKRA:
CORAÇÃO
Anahata: significa não tocado.
Mantra YAM

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA:
Centro do Peito; órgão linfático
Timo

ÁREA DO CORPO GOVERNADA
Coração, Sangue, Nervo vago, Sistema circulatório

FUNÇÃO
Amor, Compaixão, Perdão, Aceitação

ELEMENTO:
Ar

REINO:
humano

CRISTAIS:
quartzo rosa, turmalina rosa, kunzita, rodocrosita, turmalina verde, esmeralda, pedra da lua, opala

 

       
d

NOME DO CHAKRA:
PLEXO SOLAR
Manipura: significa cidade da jóia
Mantra RAM

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA:
Região do Plexo Solar; associado ao pâncreas

ÁREA DO CORPO GOVERNADA:
Estômago, Fígado, Vesícula biliar, Sistema nervoso

FUNÇÃO:
Poder, Realizações, Auto-imagem, Controle

ELEMENTO:
Fogo

REINO:
Reino Animal

CRISTAIS
citrino, topázio, olho de tigre

 

       
f

NOME DO CHAKRA:
SEXUALSvadhishthana:
significa própria base
Mantra VAM

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA:
Baixo-Ventre cerca de 5cm abaixo do umbigo; gônadas (glândulas reprodutivas)

ÁREA DO CORPO GOVERNADA:
Sistema reprodutor

FUNÇÃO
Sexualidade, Criatividade, Produtividade

ELEMENTO
Água

REINO
Reino Vegetal

CRISTAIS
calcita laranja, cornalina, âmbar, coral

 

       

NOME DO CHAKRA:
Chakra vermelho

Muladhara: significa apoio da raíz
Mantra LAM

LOCALIZAÇÃO DO CHAKRA
Base da Espinha; glândulas supra-renais

ÁREA DO CORPO GOVERNADA
Coluna vertebral, Rins

FUNÇÃO
Sobrevivência, Segurança, Confiança

ELEMENTO
Terra

REINO
reino mineral

CRISTAIS
granada, rubi, jaspe vermelho, hematita, quartzo fumê, ônix, turmalina preta, obsidiana

 

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DANÇA INDIANA MODERNA (NRTYA NAYA)
texto de Shaide Halim 

O trabalho desenvolvido em Dança Indiana Moderna é diferente das danças clássicas indianas. O termo “Nrtya Naya” significa “Dança Moderna”, e isso traduz bem o estilo desenvolvido pela Lótus.

ssdOs trabalhos coreográficos utilizam o repertório de movimentos de danças tradicionais indianas, como o Bharatanatyam, o Odissi e o Khatak. No entanto, as danças não são apresentadas em sua forma original.

O estilo Nrtya Naya permite que o grupo mescle essas três técnicas, e outras mais da cultura hindu, utilizando músicas modernas, canções populares indianas ou temas dos filmes do famoso cinema indiano (popularmente conhecido como “Bollywood”, nome de uma das maiores empresas da indústria cinematográfica do país).

Segue um breve resumo sobre as danças clássicas estudadas no curso de Dança Indiana Moderna:

Bharatanatyam - Originária de Tamil Nadu, a Bharatanatyam pode ser considerada a mais tradicional das danças clássicas da Índia. O estilo foi resguardado por muitos séculos pelas “devadassis”, dançarinas templárias. No entanto, estava sendo esquecida quando, no início do século XX, foi resgatado, hoje se consolidando como uma Dança Clássica que saiu dos templos e chegou a todas as classes.

Bharatanatyam segue um padrão muito específico de apresentação, com repertório invariável que se traduz em 7 peças de dança (Alaripu, Jatiswaram, Shabdam, Varnam, Padams, Javalis e Tilana), abordando tanto os aspectos da “nrtta” (dança pura ou abstrata) como da “nrtya” (dança expressiva, onde há pantomima e relata-se histórias dos deuses), além do Mangalam, uma prece evocando a benção divina.

Odissi - Original do estado de Orissa, na costa leste da Índia. Em suas raízes, a Dança Odissi fazia parte dos ritos diários de adoração nos templos hindus, por uma classe de bailarinas chamada “maharis”. Desde o século XVII, com as invasões estrangeiras, a prática ritual da Dança Odissi passou a ser menos comum, o que transferiu a dança dos templos para os palácios. Uma nova classe de bailarinos nasce então: os “gotipuas” eram meninos que se transvestiam de meninas para realizar apresentações de odissi nas praças públicas, popularizando assim essa forma de dança, que trabalha com os movimentos de forma bastante escultural, inspirados na arte templária hindu.

Odissi é uma das mais antigas e completas formas de Dança Indiana, trabalhando com a Nrtta e a Nrtya, e tendo como referência as energias complementares simbolizadas na dança pelas duas posturas fundamentais, a chowka, posição angulosa que representa a energia masculina e a tribhanga, mais graciosa, simbolizando a energia feminina.

Kathak - Kathak é uma dança tradicional hindustani, originário do norte da Índia, que trabalha com uma rica técnica de trabalho dos pés. Baseando-se na dança pura e abstrata, cria diversos e intrincados padrões rítmicos usando para tanto a batida alternada dos pés no chão, reavivados pelos guizos atados nos tornozelos dos bailarinos.

A dança ganha vigor e velocidade no decorrer da música, culminando numa seqüência de giros. A recitação de sílabas rítmicas (conhecidas como “bols” ou “talams”) é comum nesse estilo. O bailarino recita os bols no ciclo métrico escolhido e, em seguida, representa a mesma seqüência por meio dos pés. Isso serve também para indicar aos músicos como deve ser realizado o acompanhamento ao trabalho do bailarino, criando um verdadeiro diálogo entre os músicos e os bailarinos.
 

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O que é Estilo Tribal?
Texto de Shaide Halim

Não pode ser considerado folclore. Também não é etnicamente tradicional. O Estilo Tribal divide gostos e opiniões, e deixa uma dúvida: o que é afinal esta dança?

sdPara quem ainda não conhece, Estilo Tribal é uma modalidade de dança que funde arquétipos, conceitos e movimentos de danças étnicas das mais variadas regiões, como a Dança do Ventre, o Flamenco, a Dança Indiana, danças folclóricas de diversas partes do Oriente e danças tribais da África Central, chegando até mesmo às longínquas tradições das populações islâmicas do Tajisquistão e Uszbequistão.

Esse estilo surgiu nos EUA, nos idos dos anos 70, quando a bailarina Jamila Salimpour, ao fazer uma viagem ao Oriente, se encantou com os costumes dos povos tribais. De volta à América, Jamila resolveu inovar e mesclar as diversas manifestações culturais que havia conhecido em sua viagem.  

Com sua trupe Bal Anat, passou a desenvolver coreografias que utilizavam acessórios das danças folclóricas e passos característicos da dança oriental, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente para criar uma espécie de dança-teatro, acrescentando a isso um figurino inspirado no vestuário típico das mulheres orientais. Uma forte característica trazida das danças tribais é a coletividade. Não há performances solos no Estilo Tribal. As bailarinas, como numa tribo, celebram a vida e a dança em grupo.

Dentre as várias disposições cênicas do Estilo Tribal estão a roda e a meia lua. No grande círculo as bailarinas têm a oportunidade de se comunicarem visualmente, de dançarem umas para as outras, de manterem o vínculo que as une como trupe. Da meia lua surgem duetos, trios, quartetos, pequenos grupos que se destacam para levar até o público essa interatividade.

Nos anos 1980, novas trupes já haviam se espalhado pelos EUA. Masha Archer, discípula de Jamila, ensina a Carolena Nericcio a técnica criada por Jamila para obter um melhor desempenho de suas bailarinas. Essa técnica baseia-se nos trabalhos de repetição e condicionamento muscular do Ballet Clássico adaptados aos movimentos das danças étnicas. Incentivada pelas diferenciações do novo estilo, Carolena forma sua própria trupe e dá novos contornos à história do Estilo Tribal.

O figurino utilizado por Jamila e sua trupe cobria o torso da bailarina, sendo composto basicamente por djellabas ou galabias. Isso tirava, segundo Carolena, um pouco da intenção e visualização do movimento. Surge então um novo visual, que até os dias de hoje continua predominando no cenário Tribal: saia longa e larga (sem abertura nas laterais), calça pantalona ou salwar (bombacha indiana), choli (blusa tradicionalmente utilizada pelas mulheres indianas embaixo do sari), sutiã por cima da choli, xales, cintos, adereços, moedas e borlas (os famosos pompons!) para incrementar o traje e dar maior visualização aos giros e tremidos.

Além deste novo figurino, Carolena e sua trupe Fat Chance Belly Dance trouxeram ao Estilo Tribal a característica mais forte do ATS (American Tribal Style -Estilo Tribal Americano): a improvisação coordenada. Essa improvisação parece uma brincadeira de "siga o líder" e baseia-se numa série de códigos e sinais corporais que as bailarinas aprendem, trupe a trupe. Esses sinais indicam qual será o próximo movimento a realizar, quando haverá transições, trocas de liderança, etc. Ainda falando das inovações trazidas por Carolena, a nova postura, oriunda na Dança Flamenca, e as posições corporais diferenciadas na execução dos passos dão amplitude aos movimentos, sendo então melhor visualizados pelo público.

Nos anos 1990, o Estilo Tribal passou a demonstrar com mais força a presença da Dança Indiana, do Flamenco e mesmo das técnicas de Dança Moderna e do Jazz Dance. Nasce então o Neo Tribal. Esse sub-estilo já não se mantém preso ao sistema de sinalização do ATS, trabalha com peças coreografadas e ganha liberdade com a adição de novos movimentos, inovações cênicas, acessórios e mesmo na composição do figurino, embora mantendo semelhança ao criado nos anos 1980.

Em 2002, no Brasil, Shaide Halim cria a CIA HALIM Dança Étnica Contemporânea - a primeira trupe tribal do Brasil. Desenvolvendo um trabalho baseado nessas modificações pelas quais o estilo passou, inova mais uma vez ao trabalhar com as danças de uma forma mais homogênea. Ao contrário dos grupos norte-americanos, que mantêm a Dança do Ventre como base, a CIA HALIM tem seu trabalho coreográfico orientado pela composição musical, ou seja, a ênfase de uma ou outra modalidade de dança, seja esta oriental, indiana, africana ou flamenca, virá do tema musical escolhido.

Baseada nessa premissa, surgiram as parcerias da cia com músicos representantes da world music nacional, como MA3, Marcus Santurys e Atman. E dessas parcerias surgiu uma nova fonte de inspiração para o desenvolvimento do estilo, com a adição de sons e movimentos oriundos das danças folclóricas brasileiras. Assim nasce o Estilo Tribal Brasileiro.

Atualmente, o interesse pelo Estilo Tribal cresceu e surgem novas trupes espalhadas por todo o país. Algumas se baseiam no Estilo Tribal Brasileiro, outras buscam inspiração nos trabalhos das trupes de ATS, de Neo Tribal ou de Tribal Fusion, uma vertente ainda mais recente dessa última, como é o caso da Índigo, cia coordenada pela bailarina norte-americana Rachel Brice, que utiliza músicas Lounge, Chill Outs e Techno-Orientais, e baseia seu trabalho na Dança do Ventre associada à pranayamas de Yoga e poppings de hip hop.

O Estilo Tribal não pára. No Brasil já virou febre. O que importa agora é que seu desenvolvimento aconteça de forma adequada. Que a dança possa ser vista pelo público e apresentada pelas bailarinas de maneira consciente. Que o estudo das técnicas relacionadas ao Tribal, como a Dança do Ventre, a Dança Indiana e o Flamenco, seja levado a sério, para que os grupos que se desenvolverem por aqui tenham qualidade artística verdadeira, e não se tornem apenas um arremedo mal feito dos trabalhos norte-americanos

 

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DANÇA DE SALÃO

História dos Ritmos


Samba

Surgiu como gênero musical no início do século XX, no Rio de Janeiro, tendo como primeira gravação oficial o samba "Pelo Telefone" de 1917.

Foi fruto do maxixe, do lundu e do caldeirão cultural brasileiro. Como dança enlaçada, surgiu na década de 1920, denominada samba de salão ou de gafieira. Coincidindo com o declínio do maxixe, atingiu sua definição na década de 1940. O samba de gafieira difere do samba internacional e do samba de carnaval. O internacional sofreu influências do maxixe e da estilização do mesmo por Fred Astaire no Filme Flying Down to Rio (1933), além do samba caricatural de Carmem Miranda.

Restrito às gafieiras cariocas no período da discoteca e da dance music, ressurgiu para o público com a moda da lambada no final da década de 1980.
Na década de 1990, o samba de gafieira sofreu influência de passos do tango argentino.


Forró

Termo genérico para diversos ritmos do nordeste brasileiro, como o baião, o xote e o xaxado. Apesar de ser tocado e dançado por migrantes nordestinos há muitas décadas, surge como moda no sudeste brasileiro em 1997, fundindo todas as danças e ritmos nordestinos que o compõe. Incorpora então passos de outras danças de salão do Rio de Janeiro.

Nesse período, foi o principal responsável para a atração de jovens para a dança de salão.

A estrela das danças brasileiras é, sem nenhuma dúvida, o samba e as suas variantes. Porém, no Brasil, existiram muitos outros ritmos que foram essenciais para as músicas de dança em todo o mundo, como o maxixe ou a lambada.

No descobrimento, em 1500, só existiam indígenas no Brasil. Com o passar dos séculos foi colonizado pelos portugueses que introduziram os escravos africanos. Dessa mistura de culturas resultou toda a variedade de ritmos e danças brasileiras. Outras culturas influenciaram em menor escala, como a holandesa, a francesa, a italiana ou a alemã.
Foi da fusão dos ritmos africanos com a música e dança européia que surgiram os principais gêneros musicais e danças brasileiras, como o Lundu, o Maxixe e o Samba de Gafieira.

Umbigada, o início

Dança originária de Angola e do Congo, trazida pelo escravos, é uma das danças mais antigas executadas no Brasil. É realizada, ao ritmo do Batuque africano, formando um círculo de participantes em volta do dançarino(s) solista(s). O dançarino executa uma coreografia sensual e ao convidar o próximo dançarino para entrar no círculo, o faz tocando seu umbigo no dele.


Lundu

Dança de origem Banto, também da Angola e do Congo, descrita como licenciosa e indecente, surge como canção solista brasileira no final do século XVII, se tornando o primeiro grande fruto da fusão cultural brasileira. Em 1792 são publicados os primeiros títulos.

No século XIX é tocada e dançada em salões de diversos níveis sociais, se tornando um gênero musical executado por brancos e negros, sem distinção racial.

 


MAXIXE

Primeira dança enlaçada a surgir no Brasil. Surgiu primeiro como dança, no Rio de Janeiro, dançada ao som de polca, de mazurca e de xótis, só se tornando gênero musical posteriormente, sendo fruto da fusão da polca (andamento) européia, introduzida em meados do século XIX, com o lundu (síncopa) e o tango (rítmica). Foi uma dança considerada imoral e para chegar aos teatros brasileiros e europeus sofreu um processo de "refinamento".

 



As variantes do samba

Pagode paulista ou sambalanço
Embora não seja uma versão de samba das mais elaboradas, é fácil de dançar devido ao seu andamento lento.

Samba de breque
Caracteriza-se por paradas súbitas (breques) na música, onde são intercaladas frases faladas. Nasceu na década de 1930, no Rio de Janeiro, e é dançado com samba de gafieira, parando-se em cada breque.

Samba-enredo
É o samba feito para os tradicionais desfiles das escolas de samba no Carnaval. Não é uma dança enlaçada, nem uma dança de salão. Utiliza-se o “samba-no-pé” ou “miudinho”, e possui coreografias elaboradas, como as executadas pelos mestres-salas e porta-bandeiras nos desfiles.

o “Country”

A dança country nasceu junto com a música country, em cidades como Nashville e Santa Fé, no sul dos Estados Unidos, no começo do século XIX, quando imigrantes da Inglaterra que não encontravam trabalho nas colônias do nordeste partiam para o oeste em busca de terra e ouro.

Viajavam a cavalo, em grupos, montando acampamento nas paradas dos trajetos longos e cansativos. Nessas paradas, todos se reuniam em torno de fogueiras, cantavam e dançavam ao som de violões, banjos, bandolins e rabecas.

O ritmo era mais lento do que o do country que se ouve nas rádios hoje em dia, e havia uma forte influência de ritmos sulistas como o blues e o folk.
As pessoas inventavam passos para as músicas, e decoravam pequenas coreografias. Com a colonização do oeste e do sul dos Estados Unidos, a música e a dança country cresceram e firmaram suas raízes nos bares das pequenas cidades, os famosos saloons dos filmes de faroeste.

Existem, basicamente, três tipos de dança:

Singles Dance, Line Dance ou Honky Tonk - dança sem par, em fila, formando coreografias, onde cada um pode colocar seu estilo, giros diferentes, desde que não mexendo na estrutura básica da coreografia.
Two-Step - passo a dois, coreografado, dançado livre ou em círculos, como em uma quadrilha.
Partner Dance - dança de par, a mais parecida com a nossa dança de salão, onde não existe coreografia e a sequência de passos é definida pelo comando do cavalheiro.


O que é e de onde veio o "Samba Rock"?

Como falta literatura específica sobre o assunto, a fonte mais fascinante sobre a história do Samba Rock são os depoimentos de quem viveu e vive dentro do ritmo, como os Djs e produtores dos bailes que mantiveram a música e a dança sempre vivas.

Muitos defendem a seguinte definição: “Samba Rock é um estilo de se dançar”. Essa definição explica muito bem o balaio de músicas de características muito diferentes, que são apropriadas no baile como samba-rock. Dança-se praticamente da mesma forma o balanço "Rational Culture", do Tim Maia, como os partidos do Grupo Favela ou Aniceto do Império, ou então hits de Rita Pavone, ou então um swing da orquestra de Perez Prado.

No final dos anos 50, os mais pobres ficavam de fora dos bailes das grandes orquestras. Criaram-se os Bailes com música mecânica, onde surgiram os primeiros DJs. Nesses bailes "democráticos" desenvolveu-se um estilo de dançar baseado nos rodopios do twist americano, mas esse estilo de dança passou a ser utilizado para se dançar o swing, o R&B (Rhythm and Blues) e outros estilos.

O começo e meio da década de 60 são marcados pela coexistência do "samba" pós-Bossa Nova, configurado pelo Samba Jazz, o Fino da Bossa, a Bossa americanizada de Sergio Mendes, e da Jovem Guarda de Roberto e Erasmo Carlos. No meio desse caldo surge o mulato Jorge Ben, com um samba meio misturado, uma levada diferente de violão.

O próprio Jorge Bem chegou a denominar “samba com maracatu”. Na verdade, era um samba misturado com rock. Dos primeiros discos com arranjos Samba Jazz de Meirelles e Luis Eça, chega ao namoro com a Jovem Guarda no disco "O Bidu", e nos discos "Jorge Ben - 1969" e "Força Bruta - 1970", acompanhado pelo Trio Mocotó, seu violão encontra a levada de percussão que mais caracteriza o que iriam chamar de Samba-rock: a cuíca, o pandeiro e a timba na levada do samba, mas acentuando “rockeiramente” o "dois e o quatro".

O nome "Samba Rock” foi dito pela primeira vez por Jackson do Pandeiro, na música “Chiclete com Banana”, de Gordurinha.

Jorge Ben nunca o empregou, mas o Trio Mocotó utiliza o termo até hoje, com muito orgulho.

O “tremendão” Erasmo Carlos também contribuiu para o estilo, marcando presença com os clássicos "Mané João" e "Coqueiro Verde", imortalizada para sempre como Samba-rock pelo Trio Mocotó.

O Samba Rock passou as décadas de 80 e 90 praticamente fora da mídia. Tivemos sim o estrondo de Tim Maia, "Só Quero Amar", e de Jorge Benjor "W Brasil", mas uma febre de vendas mais ligada aos dois artistas do que a um estilo ou movimento. Mas o Samba Rock nunca desapareceu e esteve sempre firme e forte nos bailes “black” e bailes "nostalgia", de equipes de som tradicionais como Chic Show, Mistura Fina, Musicália, Os Carlos e várias outras.

Virou 2000 e o Samba Rock voltou a ser admirado nos circuitos "descolados", universitários, entrou em trilha de programa da MTV, começou a voltar às festas "chiques" e para a mídia em geral. Por quê? Temos muitas e nenhuma explicação. É um balaio que envolve muita coisa: os Djs europeus descobrindo Ed Lincoln como base para fazer techno, o Rap utilizando clássicos “black” e Samba Rock em suas bases e o Revival dos anos 70 na moda e no design.

Mas o fato é que o Brasil está enxergando toda a riqueza musical e o alto astral deste que não sabemos ao certo se chamamos de “estilo”, de “movimento”, de “dança”, de “música”: o “Samba Rock”. Sai dançando!!!

Adaptação de texto do Prof. Moskito (Inácio Loiola)


O "SOLTINHO"

Assim como o vestuário e a alimentação, a dança é uma das maneiras mais fortes de expressão cultural de um povo. Desde o fim da I Guerra Mundial, os Estados Unidos tomaram a liderança internacional em muitos aspectos e também no que diz respeito à dança social. A marcante influência africana na música popular norte-americana e em suas danças é bem conhecida. O swing, o boogie-woogie, o jive, o rock'n roll são bons exemplos.

No Brasil, para esses ritmos de andamento rápido, vivos, vibrantes e alegres, há uma forma de dançar em que os parceiros ficam mais distantes um do outro, na maior parte do tempo segurando-se apenas pelas mãos. Por isso, nós, cariocas, que gostamos de simplificar e generalizar, chamamos a essa forma de dançar de "soltinho".

O "soltinho" dançado por nós, na verdade, é constituído de uma mistura de passos e figuras característicos das danças que acabamos de mencionar - um pouco de rock, um pouco de swing, um pouco de foxtrot, etc. Ele é uma combinação de movimentos de várias dessas danças americanas de ritmo agitado.

Jussara Vieira Gomes
Historiadora e Antropóloga
Dançarina e Pesquisadora de Dança de Salão

BOLERO?

Os ritmos mais dançados nos bailes cariocas da atualidade são: o bolero, o samba, o "soltinho" (que não é um ritmo, mas uma forma de se dançar alguns ritmos), bem como a salsa e o merengue, que andam na moda.

Há também os bailes especiais, para os adeptos dos ritmos de forró, para os apreciadores de lambada e zouk, assim como para os que se dedicam ao tango, à milonga e à valsa dançada à maneira dos argentinos.

É claro que esses ritmos também são dançados nos outros bailes, porém com pouca freqüência, na medida em que nem todos sabem dançá-los com a mesma desenvoltura dos ritmos citados em primeiro lugar e que são os mais populares entre nós. Há muito o que dizer a respeito de cada um deles.

No que diz respeito ao bolero, é uma dança de origem espanhola. Consta que seu nome deriva da palavra espanhola “volero” (de volar = voar) ou das bolinhas que eram usadas presas nos vestidos das dançarinas ciganas, que pareciam voar enquanto elas dançavam. Já no século X existia uma dança chamada “bolero de algodre”, de origem árabe, que era dançado em grupos de três pessoas – um rapaz e duas moças.

Entretanto, parece não ter sido ele que deu origem ao bolero que nos interessa aqui. Este surgiu no final do século XVIII. Há autores que apontam o bailarino Zerezo como seu criador, em 1780. Veio do fandango, uma outra dança espanhola de origem árabe, muito popular, desde o século XVII e que também andou fazendo sucesso em terras brasileiras, nos séculos XVIII e XIX.

O fandango era uma dança mais vigorosa, menos suave que o bolero e ainda é dançado, em versão bem modificada, em estados do sul do Brasil. O bolero, a princípio, era executado com acompanhamento de castanholas, violão e pandeiro, tal qual o fandango, enquanto o casal dançava sem se tocar, com sensuais movimentos de aproximação e afastamento.

Trazido pelos espanhóis para suas colônias na América, ele foi se modificando pelas influências locais e recebendo contribuições, em especial de ritmos vindos da África. Sempre foi mantido, no entanto, seu caráter de dança de galanteio, suave, terna e romântica. Desenvolveu-se, principalmente, em Cuba e outros países da América Central.

Curiosamente, só no Brasil – em particular, no Rio de Janeiro – ele é dançado da forma que o conhecemos nos dias de hoje, com figurações muito diversificadas. Na maioria dos países latino-americanos, dança-se o bolero de forma simples e lenta, sem muitas variações. É aquele bolero dançado "dois pra lá, dois pra cá...", como na letra da famosa música de João Bosco. Se perguntarmos a um cubano, a um costarriquenho ou a um argentino, por exemplo, a resposta será sempre a mesma, isto é, explicam que dançam o bolero dessa maneira porque ele serve para namorar, ele visa o romance. E era assim também, aqui no Brasil, até pouco tempo atrás.

Nos bailes cariocas atuais, os dançarinos fazem grande número de figuras ao dançar o bolero, muitas delas adaptadas de outros ritmos e costumam dançar do mesmo jeito, ou seja, com figuras de bolero, não só os boleros propriamente ditos, mas também outros ritmos suaves e românticos. Generaliza-se: se é ritmo lento, dança-se como se fosse um bolero. É uma característica bem brasileira, esta de buscar fazer uma simbiose e simplificar. É uma faceta da criatividade dos nossos dançarinos e professores de Dança de Salão (ou seria uma faceta da sua falta de informações sobre como dançar os diferentes ritmos lentos?). De qualquer forma, parafraseando Martinho da Vila, é bonito e é gostoso dançar bolero do jeito que dançamos hoje, mesmo que não seja mais tão romântico...

Jussara Vieira Gomes
Historiadora e Antropóloga
Dançarina e Pesquisadora de Dança de Salão


O texto abaixo saiu na lista de discussão da Agenda, Cabaré Carioca.
Autores: João e Flávia


A dança de salão precisa da compreensão da cultura que gerou cada estilo diferente para sua boa prática. Minha sugestão é que o dançarino procure entrar em um personagem diferente a cada estilo que for dançar, de maneira a entrar no espírito da coisa mais facilmente. Isto facilita muito, até mesmo o aprendizado dos passos. Vejamos pois alguns exemplos:

Tango

“Cafajeste”: Odeie a parceira, mulheres são traiçoeiras, ela vai te abandonar logo que acabar a música. Imagine que ela está dançando com você pensando em outro cafajeste, e que ninguém te ama.

“Vagabunda”: Odeie o parceiro, afinal ele não vale as calças que veste e merece mesmo um par de chifres. Dance com ele pensando no Al Pacino em “Perfumes de mulher”, afinal o cara era cego, mas muito mais charmoso.

“Nego”: Imagine que todo mundo está reparando no bum-bum da sua “nega” (a parceira). Não deixe por menos, é o melhor bum-bum do salão, mostre pra todo mundo que você é o tal.

“Nega”: Imagine que você tem um bum-bum de parar o trânsito e que todo o baile só repara nisso. Não dê muita confiança pro seu “nego” (parceiro), pois ele só está querendo se exibir às suas custas.

Forró

“Cabra”: Imagine que está no meio do sertão, sem lugar pra fugir, e o bando do Lampião está chegando pra matar todo mundo. Dance muito e tire casquinha do máximo de damas que puder pois sua hora está chegando. É um estilo apressado e guloso

“Cabrita”: Imagine que você é uma boneca de pano, cole no “cabra” e deixe ele ter o trabalho todo. O forró não exige muito sacrifício da mulher (a não ser quando o “fi' duma égua” resolva tirar uma casquinha e ainda por cima estiver com o desodorante vencido. Se for feio, nem se fala)


Lambada

“Baiano”: Você está dançando na praia e a areia está quente, não deixe o pé no chão muito tempo. Não exagere para não pegar uma desidratação, isso não é forró.

“Baiana”: Você é uma atleta das pistas e tem que fazer o maior número de movimentos por segundo, sem perder o rebolado. O prêmio no final é um “Massageator Ultra Turbo Tabajara”.




Bolero

“Romântico”: Não é possível dançar bem o bolero se não for com a amada, ao som do Trio Los Panchos. Em qualquer outra situação dance só uma e faça o maior número de passos que puder.

“Romântica”: Não é possível dançar bem o bolero se não for com o amado, ao som do Trio Los Panchos. Em qualquer outra situação aproveite para pensar nas contas que você tem que pagar.

A POSTURA É TUDO!

Sem pisar no pé e nem sair do ritmo,aproveite essas 5 dicas para mostrar seu gingado por aí!

1. O cavalheiro deve deixar a sua face direita voltada para a face direita da dama.

2. O espaço individual de dança deve ser dividido pela mão esquerda do cavalheiro e a mão direita da dama. Estas devem estar dispostas exatamente no meio do casal, e ninguém deve invadir o espaço de dança do parceiro. As mãos devem estar na altura média dos ombros e seguras pelas palmas.

3. Os cotovelos devem formar um ângulo de 45 graus em relação ao corpo.

4. A mão direita do cavalheiro deve estar com os dedos abertos e repousar na altura média das costas da dama. Lembrando que a mão deve ter resistência para melhor conduzir a parceira e, dependendo do ritmo, aumentar ou diminuir a distância entre o casal; a mão esquerda da dama deve repousar sobre o ombro do cavalheiro.

5. Na maioria dos ritmos, o pé direito do cavalheiro deve estar entre os pés da dama.

Agenda da Dança de Salão Brasileira
Copyright © 1997 Marco Antonio Perna


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UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DA DANÇA DE SALÃO NO BRASIL

A dança é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade. Teve origem nos gestos e movimentos naturais do corpo humano para expressar emoções e sentimentos, a partir da necessidade de comunicação entre os homens.

Inicialmente, a dança integrava rituais dedicados aos deuses, objetivando pedir auxílio para a realização de boas caçadas e pescarias, para que as colheitas fossem abundantes, para que fizesse sol ou chovesse. A dança fazia parte, também, de manifestações de júbilo e congraçamento pela vitória sobre inimigos e por outros eventos felizes.

Com o passar do tempo, cada povo desenvolveu suas próprias formas e estilos de dançar, caracterizando suas diferentes culturas, da mesma forma que a música, o vestuário, a alimentação, etc. marcam o jeito de ser próprio de cada sociedade.

Dependendo de seus objetivos, surgiram diversos tipos de dança: a guerreira, a teatral, a ritual ou religiosa, a popular ou folclórica (geralmente dançada em festas populares, em grupos e ao ar livre), o balé clássico e a dança moderna (artísticos e mais voltados para espetáculos), a dança social ou de salão, a dança esportiva, o balé no gelo ou patinação artística e outros tipos. A dança esportiva e a patinação artística são modalidades de caráter competitivo e estão em processo de inclusão entre os esportes olímpicos.

A dança social ou dança de salão é praticada por casais, em reuniões sociais e surgiu na Europa, na época do Renascimento. Pelo menos desde os séculos XV e XVI, tornou-se uma forma de lazer muito apreciada, tanto nos salões dos palácios da nobreza, como entre o povo em geral. É chamada de social por ser praticada por pessoas comuns, em festas de confraternização, propiciando o estreitamento de relações sociais de amizade, de romance, de parentesco e outras. De salão, porque requer salas amplas para os dançarinos fazerem livremente suas evoluções e porque foi através da sua prática nos salões das cortes reais européias que este tipo de dança foi valorizado e levado para as colônias da América, Ásia e África, sendo divulgado pelo mundo todo e transformando-se num divertimento muito popular entre diversos povos.

A dança de salão chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses, ainda no século XVI, e mais tarde, pelos imigrantes de outros países da Europa que para cá vieram. Num país como o Brasil, com tão fortes e diferentes influências culturais, não tardaram a se mesclar contribuições dos povos indígenas e africanos, num processo de inovação e modificação de algumas das danças européias importadas, bem como de surgimento de novas danças, bem brasileiras.

O Rio de Janeiro, na medida em que foi capital do Brasil desde o período colonial até 1960, sempre foi o pólo irradiador de cultura, modismos e inovações em geral para o resto do país.

Em 1808, a corte portuguesa transferiu-se para cá e trouxe consigo muitos dos gostos e hábitos sociais europeus daquela época, inclusive as danças que estavam na moda e o costume dos bailes freqüentes. Durante todo o século passado, qualquer evento era motivo para um baile: aniversários, noivados, casamentos, formaturas, datas cívicas, visitas de parentes e amigos, etc. Professores de dança europeus, especialmente os franceses, eram contratados para manter os membros da nobreza brasileira em dia com as danças que estavam na moda nas mais importantes capitais européias.

Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os cariocas, tornando-se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado poeta Olavo Bilac comentar, num artigo de 1906, para a revista Kosmos: "no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando".

Na passagem do século XIX para o XX, as danças da moda eram a valsa, a polca, a contradança, a mazurca, o xote e a quadrilha. Sim, a quadrilha que, naquela época, era uma dança refinada, apropriada aos salões aristocráticos. O próprio Imperador D. Pedro II foi um grande apreciador das quadrilhas, dançando todas que eram tocadas nos bailes a que comparecia. Só mais tarde, muito modificada, essa dança virou a quadrilha caipira das festas juninas, como a conhecemos hoje.

Até a década de 1960, os bailes eram um dos eventos sociais mais importantes e populares para os cariocas de todas as idades e camadas sociais. Nos bailes, as pessoas se divertiam, faziam negócios e novos amigos, muitos namoros começavam, enquanto outros casais faziam as pazes, depois de brigas e desentendimentos. Muitas vezes, até problemas de ordem política e econômica que afetavam o país eram discutidos em bailes diplomáticos e outros, aos quais compareciam dirigentes da nação.

O aparecimento e o período áureo das discotecas - em que os casais passaram a dançar sem se tocar, de uma forma mais livre e solta e até sem necessidade de parceiro (a) - levaram a dança de salão a cair num semi-esquecimento, pelo menos nas grandes cidades, por um período de vinte anos, mais ou menos. Foi a vez das luzes e ritmos das discotecas assumirem um papel de destaque na vida social, substituindo os bailes tradicionais, onde os casais dançavam juntinhos.

A dança de salão não desapareceu, mas passou a ser vista como uma manifestação fora de moda, praticada por pessoas mais velhas e conservadoras ou por membros de camadas sociais menos favorecidas, no interior do país e nas periferias das grandes metrópoles. Desde meados dos anos 80, porém, a dança de pares enlaçados vem retornando com toda a força, retomando o lugar de destaque que sempre ocupou na vida social urbana. Multiplicam-se seus adeptos e os lugares para dançar a dois, num movimento forte e abrangente, que parece ter vindo para ficar.

Os professores de dança de hoje se organizam em academias e escolas, onde também são realizados bailes para seus alunos poderem praticar. Essas academias estão formando um número cada vez maior de dançarinos. Há concursos e espetáculos, que incentivam os dançarinos a se aprimorarem e que estimulam a profissionalização de muitos deles. Desta maneira, estão surgindo cada vez mais profissionais da dança de salão, vários deles formando companhias de dança para mostrar sua beleza e divulgá-la através de espetáculos cada vez mais sofisticados tecnicamente.

O sucesso internacional da lambada, nos anos 80 facilitou o caminho de redescoberta da dança a dois pelos mais jovens, nascidos e criados ao som dos ritmos de discoteca. E voltando a cair no gosto do público jovem, a dança de salão vem passando pelo processo de renovação e expansão a que todos nós estamos testemunhando, no momento.

Os ritmos dançados nos bailes cariocas, atualmente, são: o samba e o chorinho, bem cariocas; o bolero (e outros ritmos relativamente lentos, que podem ser dançados como o bolero); ritmos mais rápidos, como o rock e outros, que são dançados de uma forma genericamente chamada de "soltinho"; a salsa e o merengue; assim como, em bailes especiais, para seus apreciadores, a lambada e o zouk, bem como o tango, a milonga e a valsa (dançada à maneira dos argentinos).

A dança de salão é uma das mais tradicionais e fortes características culturais brasileiras. É uma expressão alegre e espontânea de seu povo, com seus ritmos e formas de dançar próprios, que despertam a atenção e a admiração dos turistas estrangeiros. Seu potencial cultural, educativo e turístico é enorme e, mais uma vez demonstrando sua vocação de metrópole formadora de opinião para o resto do país, o atual jeito carioca de dançar vem sendo rapidamente divulgado entre os outros estados brasileiros, o que não quer dizer que os outros estados não tenham, também, seus ritmos preferidos e suas formas próprias de dançar. A riqueza e a diversidade da dança de salão em território brasileiro é grande e é isto que a torna tão atraente para nós mesmos e para os estrangeiros: o brasileiro é um dançarino nato, extremamente criativo e musical.

No entanto, a história e as muitas facetas e características deste lazer popular ainda são pouco estudadas e conhecidas, entre nós. Assim sendo, o intuito deste artigo é contribuir para o conhecimento e a divulgação deste patrimônio cultural do povo brasileiro, especialmente entre aqueles mais interessados no assunto, isto é, os próprios dançarinos e profissionais da dança de salão.

Jussara Vieira Gomes
Historiadora e Antropóloga
Dançarina e Pesquisadora de Dança de Salão

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DANÇA & COMPORTAMENTO

A escolha do par na Dança de salão

"Nos bailes, as mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e
social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam"

Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.

Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres.

Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.

Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.

Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.

Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.

Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.

Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.

Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.

Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.

Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.

Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.

Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.

Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.

Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota.

Stephen Kanitz é mestre em administrador de empresas pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)

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ETIQUETA NA DANÇA DE SALÃO

Este artigo visa trazer algumas informações que possam ser úteis aos profissionais e dançarinos em geral relativas à etiqueta na Dança, assunto sempre discutido entre os assíduos freqüentadores de bailes.

Em meados do século passado , quando o Brasil era governado pelo Imperador D. Pedro II e o Rio de Janeiro, então capital do país, era freqüentemente visitado por professores estrangeiros, especialmente os franceses, que ensinavam as danças da moda aos aristocratas da corte, a questão da etiqueta na dança já era considerada de fundamental importância. Em 1854 foi publicado o livro "Arte da Dança de Sociedade", já então em sua segunda edição, revista e aumentada, dedicado a professores e curiosos, conforme consta logo abaixo do título da obra. Seu primeiro capítulo, intitulado “Regras da Dança”, além de tratar das posições básicas para dançar, preocupava-se também com as regras de etiqueta dos cavalheiros e damas.

Uma reedição ampliada desse livro, publicada na virada do século, acrescentou um capítulo com o nome “Regras de Civilidade Concernentes à Dança”. Mesmo levando em conta as diferenças existentes entre os costumes daquela época e os atuais, pode-se observar que as preocupações e recomendações feitas então eram as mesmíssimas de agora, destacando-se aspectos como: a necessidade de se manter a ronda no salão e de os pares evitarem choques entre si; a atenção especial dedicada à elegância da postura e à leveza ao dançar; a observação de que o salão de baile não é um lugar apropriado para a exibição de passos e figuras com saltos e súbitas elevações de pernas, que seriam mais adequados a um espetáculo; conselhos a respeito do asseio, de palavras e gestos educados e até mesmo sobre os sorrisos que o par deve trocar entre si durante o ato de dançar, tendo em vista tratar-se de uma atividade prazerosa e eminentemente social.

O capítulo acrescentava, ainda, lembretes específicos para os mestres de dança, no sentido de que eles deveriam se preocupar não só em ensinar passos, figuras e marcações das diversas danças aos seus alunos, mas também em levá-los a desenvolver sua sensibilidade para os variados ritmos e melodias, bem como para o comportamento social adequado aos salões de dança. Como curiosidade adicional para nós, que vivemos um século depois, era ensinado, também, detalhadamente, como os cavalheiros deviam fazer suas mesuras diante das damas que desejassem convidar para dançar e – cá entre nós – tais mesuras, pelas descrições, eram tão complicadas como alguns dos movimentos das danças que andavam na moda por aquele tempo, entre elas a quadrilha, a contradança, a valsa, a polca, o xote e a mazurca.

A pesquisadora de história das danças de salão no Brasil, recentemente falecida, Maria Amália Corrêa Giffoni, num trabalho publicado em 1971, comenta sobre as regras de comportamento que dominavam os bailes das primeiras décadas do século XX, baseada em várias entrevistas feitas com pessoas que os freqüentavam regularmente. Muitos dos pontos mencionados acima foram relatados pelos entrevistados, além de outros aspectos interessantes e curiosos:

1) o cavalheiro, ao convidar a dama para dançar, tirava um lenço do bolso e o usava durante a dança, entre sua mão esquerda e a direita da parceira ou quando a sua mão direita tocava as costas da dama;

2) no início do século, homens e mulheres costumavam posicionar-se em lados opostos do salão até que a música fosse começar e eles se aproximassem delas para tirá-las;

3) não se fumava nos salões de baile;

4) o carnet (nome usado em São Paulo para uma espécie de quadro de avisos, geralmente luminoso) indicava se eram os cavalheiros ou as damas que deveriam tirar seus parceiros para a próxima dança e não se podia recusar;

5) moças muito jovens não dançavam a valsa, que só era dançada por mulheres casadas e moças de mais idade, por ser uma dança considerada ousada, propiciando maior proximidade entre os parceiros. Entretanto, evitar batidas entre os casais, manter a ronda, caprichar na postura e abster-se de realizar passos perigosos para os pares vizinhos foram itens repetidos pela maioria dos entrevistados e que continuam atuais.

DICAS DE COMO ESCAPAR DO “CHÁ DE CADEIRA”

Existe uma reclamação generalizada das mulheres que não conseguem dançar nos bailes, o famoso “chá de cadeira”. Mas, de quem é a culpa? Da quantidade inferior de homens existentes em nossa cidade (estatisticamente comprovado), da escassez de homens que gostam de dançar, ou será culpa das próprias mulheres?

De acordo com a professora de dança de salão, Elaine Reis, 90% da culpa são das próprias mulheres. Por medo de chegar sozinha nos bailes, a mulher opta por ir com suas amigas. Aí já começa o problema. As próprias mulheres já fazem concorrências entre elas, o que é péssimo!

Nos bailes, a mulher tem que ir com um casal de acompanhante. Mas, se for sair em “bando”, precisa convidar antes algum aluno de dança que goste e saiba dançar, para garantir a diversão à noite toda. E não precisa ter vergonha de fazer o convite! É preciso entender a alma masculina. A maioria dos homens é tímida por natureza e não conseguem chegar a uma mesa repleta de mulheres e convidar uma delas para dançar.
É possível presenciar, várias vezes no salão, mulheres com uma expressão muito fechada, isto também é terrível, pois os homens ficam mais inibidos ainda. Simpatia é fundamental, sorriso no rosto não custa nada, mesmo que este sorriso seja falso.
Outro conselho: circule. Você sentadinha na cadeira não aparece! Vá ao banheiro, ao bar, mesmo que for para tomar água e sempre com um belo caminhar. Não confunda um andar elegante com uma caminhada vulgar, homens respeitam as damas elegantes e de preferência caminhe no salão sem bolsa. Onde você colocará a bolsa no caso de um convite?
Um dos problemas mais graves é que as damas não têm paciência, nem tolerância com os cavalheiros que estão começando a aprender a dançar. Elas esquecem que estes homens são os dançarinos de amanhã! Aí o que acontece? Elas fazem cara feia para estes cavalheiros e eles desistem no meio do caminho. Não esqueçam queridas mulheres, nós estamos numa posição pouco privilegiada, então temos que ser espertas e pensarmos no futuro para mudarmos este quadro.
Não rejeitem, pelo contrário incentivem os homens novatos na dança. Lembre-se que um homem em uma mesa de quatro mulheres consegue dançar com todas e ainda fará companhia para entrar e sair dos lugares. Sejam espertas.
Se você quer dançar, escolham ambientes em que as pessoas vão para este propósito. Nestes lugares, podem até existir alguma paquera, mas este não é o foco principal. Cuidado com certos lugares e dê preferência aos bailes de academias de dança de salão.
Agora, um recadinho para as mulheres casadas: tenham paciência com seus maridos. Vocês já têm o principal dentro de casa, um cavalheiro. A função do cavalheiro na dança é pelo menos três vezes mais difícil e mais complicada. Tenham tolerância, pois, com calma e sem cobrança eles aprendem. Não fiquem comparando seus maridos com um instrutor ou a um dançarino experiente, isto é fator desestimulante para ele. Sejam inteligentes e usem o sexto sentido.
E lembre-se, dançar bem significa ter consciência do seu corpo em conexão com o corpo de seu parceiro. Fique a vontade, relaxe e curta o momento com muita diversão e prazer.
Não esqueça de escolher um sapato adequado, ninguém merece calçado saindo do pé.

CARTILHA DA DAMA DANÇANTE

- Ter sempre um sorriso no rosto
- Circular no salão
- Ir ao baile acompanhada por um casal
- Lembrar que o desajeitado de hoje é o bom dançarino de amanhã
- Usar sapato e sandália adequados ao ambiente de dança
- Acreditar no seu corpo e ter confiança no cavalheiro
- Escolher um bom ambiente para dançar
- Lembre-se: o corpo do homem fala é só interpretá-lo
Elaine Reis é instrutora especializada em Dança da “Academia Pé de Valsa” – escola filiada à Unidança – Associação Mineira de Dança Artística e acadêmica - entidade que reúne 11 escolas filiadas e realiza ações em prol da Dança, divulgando-a como forma de cultura, arte e lazer.

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IMPORTÂNCIA DO BAILE

Para dançar, confraternizar... Esse é o grande motivo de fazermos nossos bailes semanais. Quem viu o filme “Vem Dançar”, com Richard Gere, deve lembrar: “para cada hora de aula devemos ter cinco horas de treino”. Praticar aquilo que é aprendido nas aulas é fundamental para quem quer dançar bem. E afinal, para que é que a gente faz aulas de dança? Não é para dançar nos bailes e outras ocasiões sociais?

Você já reparou que no primeiro dia em que é ensinado um passo novo ele não sai naturalmente e, em geral, temos a maior dificuldade para fazê-lo? Entretanto, ao repeti-lo na aula seguinte, tudo fica mais fácil e simples. Isso ocorre porque estão sendo criados novos movimentos, está sendo desenvolvida uma nova linguagem para o nosso corpo e quanto mais treinarmos, tudo ficará mais natural e espontâneo.

Veja o exemplo da bailarina Ana Botafogo, que já dança há muitos anos. A aula que ela faz hoje é, basicamente, a mesma que ela fazia quando dançava há apenas um ano. O importante é estar sempre se exercitando.

O baile também tem uma propriedade única para o treino, que é a variedade de parceiros (as) e, especialmente para os cavalheiros, a possibilidade de desenvolver melhor a noção espacial e de aprender a adaptar os passos ao espaço disponível para executá-los. Isso leva nossa dança a evoluir bastante e com maior rapidez do que a dança de quem só faz aulas, mas não freqüenta bailes.

Não perca a oportunidade de melhorar sua dança. Compareça aos bailes do Conexão (*) e a muitos outros. Só assim os passos aprendidos nas aulas começarão a fluir com naturalidade, você poderá começar a brincar com eles e vai passar a usufruir cada vez mais do prazer de dançar.

Érico Rodrigo
Professor e Diretor do Centro Cultural Conexão
(*) http://www.centroculturalconexao.com.br

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O professor de dança - Dedicação Sempre
André Franco

A Dança pode vir a ser uma atividade de prazer supremo, porém ela só será se houver de nossa parte algo que ela exige absolutamente: DEDICAÇÃO.
Tenho conhecido dançarinos de todos os tipos, os que se dedicam bastante à sua própria Dança, e os que não se dedicam, deixando-a disforme, sem estrutura física ou expressiva. Tenho visto também profissionais que se dedicam a se tornarem professores cada vez melhores, estudando e questionando a cada dia a forma com que ensinam, tentando se aperfeiçoar a cada segundo de suas vidas, estes tendem a se tornar verdadeiros mestres, educadores e acabam por transformar a vida das pessoas em algo melhor.
Esses bons profissionais percebem que saber dançar nem de longe basta para poder dar aulas, ele tem em conta, entre outras coisas, o respeito que deve ser demonstrado ao aluno através da maneira como o trata. Respeita pelo voto de confiança que deu ao seu trabalho, quando se matriculou em sua aula, pelo tempo e dinheiro que dedica a dança, por acreditar que dançar é legal e vale a pena, enfim ele sabe que deve respeitar todos os alunos, pois também quer ser respeitado.
Ser sempre gentil e simpático ao se dirigir aos alunos, em qualquer ocasião, é a principal premissa desse professor, seja explicando um passo, contando um ritmo, ele sempre coloca um tom terno na voz.
Ele sempre está preocupado com as faltas dos seus alunos, demonstra que notou a sua ausência naquele dia em que o aluno faltou. Se ele percebe que o aluno está com alguma dificuldade, se apressa em atendê-lo, dá sempre o máximo de atenção a todos.
Encontro também, infelizmente, os que não se dedicam, que muitas vezes têm um auto-conceito muito elevado, e acham que suas aulas são excelentes. Não opine sobre si mesmo, tenho visto muitos professores que dizem que suas aulas são muito boas, que têm uma didática excelente. Só que normalmente pessoas muito próximas a eles têm uma opinião muito diferente; mas vão fazer o quê? O próprio professor acha que é bom e está acabado.
Para não cair nesse erro, procure um profissional que tenha um trabalho que você considere consistente, demonstre como você dança e como você dá aulas, e peça para que ele análise, dê sugestões e opiniões a respeito.
Existem também, para os que se dedicam a dar aulas, muitas metodologias de ensino eficientes utilizadas nos colégios e faculdades que podem ser aplicadas a Dança de Salão. Digo isso pois tenho visto professores que fazem inúmeros cursos de dança, acreditando que dançando cada vez melhor serão melhores professores. É claro que dançar bem é importante, mas é só a ponta do iceberg, saber falar com clareza, com desenvoltura, saber tratar o aluno com gentileza, explicar as coisas de forma a simplificar a vida do aluno, isso tudo faz parte da bagagem do bom professor. Por exemplo, fazer um curso de vendas talvez seja mais importante a um profissional de dança que quer melhorar suas aulas do que aumentar seu conhecimento sobre dança. Pense nisso.
Pesquise, se dedique, se aperfeiçoe sempre, sem parar nunca.
Alguns benefícios da Dança de Salão:

A dança trabalha coordenação motora, agilidade, ritmo e percepção espacial;
Desenvolve a musculatura corporal de forma integrada e natural;
Permite uma melhora na auto-estima e quebra de diversos bloqueios psicológicos;
Possibilita convívio e aumento do rol de relações sociais;
Torna-se uma opção de lazer;
Promove inclusive melhora de doenças e outros problemas.

AMPLIANDO AS AÇÕES METODOLÓGICAS: UMA TOMADA DE POSIÇÃO

A partir da visão de Freire (1996), de que ensinar não consiste em somente transferir conhecimentos para o aluno e sim criar possibilidades de ação para que a pessoa envolvida no ato de aprender produza conhecimentos, seguirão algumas considerações. Dessa forma, precisamos começar a pensar na necessidade de desmistificar o ensino da dança de salão, na figura centrada do professor como o detentor dos conhecimentos da dança a dois.
O ato de o professor estar sempre comandando a aula, na determinação dos passos, formas de executá-los, tempo para executá-los, as possíveis combinações dos passos e suas variações (dentre outras situações), criará sempre dependência nos alunos, favorecendo sujeitos passivos e por conseqüência, de fácil dominação. Na ansiedade de cumprir os seus objetivos, o professor (em uma forma tradicional de ensino, por acreditar que os objetivos devam ser estruturados a partir de suas compreensões) anula as possibilidades dos alunos de co-decisões e de forma inconsciente (ou não) espera obter dançarinos criativos. Uma contradição.

Pacheco (2000) propõe uma nova abordagem metodológica de ensino que não isole o indivíduo (dançarino) da sociedade, do momento histórico e cultural que ele vive. E principalmente consiga atender os mais diversificados interesses pessoais e expectativas desse aluno que são influenciados pela sua realidade.

Não podemos, portanto (Mesquita, 2003), ignorar que o corpo desse aluno acumula conhecimentos históricos e sociais. Sendo assim, como limitá-lo a simples execução de movimentos pré-estabelecidos pelo professor que, supervalorizando passos, não abre possibilidades de o aluno multiplicar suas inteligências?

Se objetivarmos um cidadão que toma iniciativa, elenca opções, testa-as e divide conclusões, temos que ter essa idéia em nossa sala de aula, pois elas dirigirão (certamente) nossas propostas metodológicas.

Hildebrandt (1990), dentre outros autores, sugere a postura supracitada – concepções mais abertas de ensino – e a caracteriza:

* Esta concepção de ensino está fundamentada em mecanismos interacionistas de aprendizagem (construtivismo), onde os processos sócio-comunicativos são priorizados.

* Está baseada também nas concepções pedagógicas críticas de ensino.

* Esta concepção de ensino pressupõe compartilhamento de poder entre o professor e os alunos.

* Esta concepção exige um diagnóstico etnográfico que identifica os interesses, as expectativas, as experiências anteriores dos alunos e as características sócio-culturais.

* Induz a seqüência: interesse; espaço de manifestação; valorização; significado; responsabilização.

* Privilegia as características sociais e cognitivas dos alunos, no sentido de levá-los a refletirem sobre suas ações nas diferentes situações de ensino.

* Supera o modelo que reduz a aula de dança aos mecanismos motores possibilitando o desenvolvimento de sua capacidade crítica e autônoma. Possui diferentes graus de possibilidades de co-decisões dos alunos.

* O professor está aberto para negociação e para situações alternativas de ensino.

* O professor é visto como um conselheiro, mediador, interventor e o aluno encontra-se no centro do processo ensino-aprendizagem.

* As decisões relativas aos objetivos, aos conteúdos e às formas de transmissão do conhecimento são negociadas e determinadas subjetivamente.

É óbvio que essa idéia de concepção aberta causa, inicialmente, em nós, professores de dança de salão, muitos receios, principalmente porque em diversos setores de nossos aprendizados na linha do tempo, fomos ensinados a aceitar e nos acostumar a receber as informações da maneira mais esmiuçada possível. E com a ação do poder verticalizado de nossos professores ficávamos sem chances para questionarmos o que aprendíamos, porque aprendíamos e como interagir com ele para novos aprendizados. Com estas limitações do ensino tradicional tatuamos em nossos corpos formas solidificadas de obediência (dependência) para aprender e por conseqüência, ensinar.

Para os autores Taffarel (1985), Soares (1993), Freire (1996) e Brach (1991), dentre outros, o ato de criar incitará sempre tomadas de decisão, interações, investigações, dúvidas, confirmações, pesquisas, aceitações, negações dentre tantos demais alcances; e objetiva levar o aluno a situar-se no processo ensino-aprendizagem como sujeito do que faz.

Seguindo a autonomia como ponto de partida para essa mudança metodológica nas aulas de dança de salão, afirmamos que o professor não poderá assumir a neutralidade e se abster de interferir na vida dos seus alunos. Esta tomada de posição exigirá de todos nós uma análise crítica de nossas ações metodológicas para redefinirmos novas propostas de ensino para a dança de salão.

Bibliografia

BRACH, Walter. A busca de legitimação pedagógica . Maringá, mimeografado, 1991;

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa. São Paulo, Paz e Terra, 1996;

HILDEBRANT, R. Concepções abertas no ensino da educação física. Rio de Janeiro, Ativo Técnica, 1986;

MESQUITA, Rachel. Atividade Corporal na Escola. “VII Congresso de Educação de Presidente Prudente”, 2003;

SOARES, Carmem Lúcia et al. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo, Cortez, 1993;

TAFFAREL, Celi Nelza Zülke. Criatividade nas aulas de educação física. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1985;

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DANÇA DE SALÃO NA TERCEIRA IDADE

A dança social ou dança de salão é aquela praticada por casais enlaçados, em reuniões sociais, de forma espontânea e alegre, visando a confraternização. É uma tradicional expressão da cultura popular brasileira.

A prática da dança de salão proporciona inúmeros benefícios aos que a ela se dedicam: quando praticada com regularidade, é uma espécie de ginástica aeróbica de baixo impacto, excelente para manter a forma física de pessoas de todas as idades e condicionamentos físicos diferenciados; permite maior aproximação entre as pessoas, estimulando o contato social e as amizades; auxilia no desenvolvimento psicomotor, melhorando o processo respiratório, a postura, o equilíbrio, a agilidade de reflexos e a coordenação motora; contribui para o auto-conhecimento e a desinibição; estimula a criatividade e a auto-expressão. Trata-se de um lazer saudável, que faz bem ao corpo e à mente.

É sabido que a manutenção da boa forma física e de uma vida social ativa são fundamentais para a saúde e a longevidade do idoso. Na terceira idade, a dança pode ser considerada uma verdadeira terapia. Ela proporciona movimento regular e sem grande esforço aliado ao convívio saudável com outras pessoas, em ambiente estimulante, repleto de música e alegria. Os bailes voltados para a terceira idade são organizados, geralmente, em horários propícios (por exemplo, à tarde), de forma que as pessoas possam manter sua independência, indo e vindo da atividade sem a necessidade de acompanhantes e não tendo prejudicado seu necessário horário de sono. A comemoração de aniversários, bem como a realização de bingos, de concursos e de sorteios de brindes durante os bailes proporcionam um atrativo extra, estimulando mais ainda o congraçamento e o estabelecimento de novas relações de amizade.

Embora a maioria das pessoas com mais de sessenta anos já tenham dançado e comparecido a bailes no passado, é freqüente que tenham abandonado esta atividade há anos, de forma que, geralmente, buscam fazer aulas de dança para se reciclarem, aprender os passos e figuras dos diversos ritmos que estão na moda e conhecer pessoas com quem dançar e comparecer aos bailes. Em suma, fazer aulas de dança de salão, para o idoso, não só representa um primeiro passo para conhecer novas pessoas, ter companhia, buscar divertimento, como também se sentir mais seguro para participar de bailes e outros eventos sociais.

Jussara Vieira Gomes
Historiadora e Antropóloga
Dançarina e Pesquisadora de Dança de Salão

 

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